Como importar operações de carteiras on-chain e hardware wallets

Quem guarda cripto em carteira própria (self-custody) ou hardware wallet também precisa declarar essas posições — e o IR do Investidor consegue ler esses dados direto da blockchain, a partir do seu endereço público. Você não precisa expor chave privada nem seed: basta o endereço público, que serve só para leitura.

Como funciona a leitura on-chain

A blockchain é pública: qualquer transação de um endereço fica registrada de forma permanente. O IR do Investidor usa provedores de dados de blockchain — como Alchemy e Etherscan — para consultar o histórico do endereço que você informar e reconstruir as movimentações (entradas, saídas e saldos).

O ponto importante de segurança: o que você fornece é o endereço público (aquele que começa com 0x..., por exemplo, em redes EVM). Isso é apenas um identificador de consulta — não dá nenhum poder sobre os fundos. Sua chave privada e sua seed phrase nunca são pedidas e nunca devem ser compartilhadas com ninguém.

Passo a passo

  1. Pegue o endereço público da sua carteira. Em hardware wallets (Ledger, Trezor) e carteiras de software (MetaMask etc.), o endereço público fica visível no app — é o que você usa para receber cripto.
  2. No IR do Investidor, abra a área de carteiras (wallets) e adicione um novo endereço.
  3. Cole o endereço e selecione a rede correspondente, se solicitado.
  4. Salve. A plataforma consulta a blockchain e importa o histórico de transações daquele endereço.
  5. Confira o saldo lido contra o que aparece na carteira.

Atenção: uma carteira pode ter vários endereços

Hardware wallets e carteiras HD costumam gerar vários endereços (um por rede, e às vezes vários por conta). Para um histórico completo:

Se faltar saldo depois de importar, é provável que tenha sobrado algum endereço de fora.

Limites a conhecer (com honestidade)

Transferência entre carteiras não é fato gerador

Mover cripto da exchange para a sua hardware wallet (ou entre duas carteiras suas) não gera imposto — é só mudança de custódia, não alienação. Ao importar, concilie as duas pontas (saída de um lado, entrada do outro) como a mesma transferência, para que a plataforma não trate isso como venda.

Resumo

Para carteiras on-chain e hardware wallets, informe o endereço público (nunca a chave privada) na área de carteiras, e o IR do Investidor lê o histórico direto da blockchain via Alchemy/Etherscan. Adicione todos os endereços e redes que você usou, concilie transferências internas e, para DeFi/NFT mais complexos, conte com ajuste manual e seu contador.


Aviso: este conteúdo é educativo e não substitui a orientação de um contador. A classificação fiscal de eventos DeFi/NFT pode ser complexa; consulte um profissional para a sua situação.