Memória de cálculo e base legal: o que mostro ao cliente e à Receita

Numa eventual fiscalização — ou simplesmente para dar segurança ao cliente — o contador precisa conseguir explicar de onde veio cada número. O IR do Investidor foi construído para que a apuração seja rastreável: os relatórios mostram a lógica de cada regime, o custo médio de cada ativo é auditável, e as referências legais aparecem por nome. Este artigo explica o que existe pronto e o que você complementa.

O que conta como memória de cálculo

Memória de cálculo, no contexto de cripto, é o conjunto de elementos que prova como se chegou ao imposto:

  1. Custo de aquisição de cada ativo (preço pago + taxas).
  2. Operações que compõem cada período (compras, vendas, permutas).
  3. Apuração propriamente dita (ganho = alienação − custo; aplicação da isenção; alíquota).
  4. Base legal que sustenta cada tratamento.

O IR do Investidor cobre esses pontos em graus diferentes — vale conhecer cada um.

Custo médio rastreável

A apuração parte do custo médio de aquisição por ativo. Esse custo é construído a partir do histórico importado e fica disponível para conferência — você consegue ver o custo médio de cada criptoativo e as operações que o formaram. É a espinha dorsal da memória de cálculo: se o custo está correto e documentado, o ganho derivado dele se sustenta.

Os relatórios mostram a lógica, não só o resultado

Os documentos não entregam apenas o número final:

Isso permite que você (e o cliente) acompanhem o raciocínio, e não apenas o saldo final.

Base legal por nome

Os tratamentos fiscais da plataforma se apoiam em normas que você pode citar diretamente ao cliente ou à Receita:

TemaBase legal
Ganho de capital nacional, alíquotasArt. 21 da Lei 8.981/1995 (com Lei 13.259/2016)
Isenção de R$35 mil/mês (nacional)Art. 22 da Lei 9.250/1995
Cripto no exterior como aplicação financeiraLei 14.754/2023, regulamentada pela IN RFB 2.180/2024
Obrigação acessória de criptoativosIN RFB 1.888/2019 → IN RFB 2.291/2025 (DeCripto, vigência 01/07/2026)

A área de Legislação da plataforma documenta essas normas para consulta.

O que existe e o que o contador complementa

Sendo transparente sobre a profundidade atual:

O que a plataforma entrega:

O que o contador faz manualmente:

Em resumo: a base rastreável existe; a profundidade de uma memória de cálculo defensiva para a Receita é construída pelo profissional sobre esses insumos.

O que mostrar para a Receita

Numa intimação, o material útil costuma ser: o Informe IRPF do ano, o Demonstrativo Lei 14.754 (se houver exterior), o relatório DeCripto/IN RFB dos meses, o custo médio dos ativos envolvidos e os extratos das corretoras que lastreiam tudo. A plataforma gera os primeiros; os extratos vêm do cliente.

Resumo

O IR do Investidor entrega custo médio rastreável, relatórios que mostram a lógica de cada regime e base legal por nome (Lei 8.981, Lei 9.250, Lei 14.754, IN 1.888/2.291). Isso forma os insumos da memória de cálculo. A peça defensiva formal, as classificações de borda e a progressão acima de R$5 mi são complemento profissional.


Este conteúdo é educativo e não substitui a orientação profissional. A construção da memória de cálculo e a defesa perante a Receita são responsabilidade do contador.