Primeiros passos: configurando sua conta no IR do Investidor em 5 minutos
A ideia do IR do Investidor é simples: você traz o seu histórico de operações uma vez, e a plataforma cuida do resto — apuração de imposto, saldos, custo médio e os relatórios prontos para a sua declaração. Este guia mostra o caminho mais curto para sair do zero a um portfólio funcionando.
Visão geral do fluxo
A configuração inicial tem três grandes momentos:
- Criar a conta e completar o perfil.
- Conectar a primeira exchange (ou importar via CSV).
- Conferir o saldo e seguir para a apuração.
O assistente de boas-vindas (onboarding) já te leva por esses passos em sequência, com um indicador de progresso no topo da tela.
Passo 1 — Crie a conta e complete o perfil
Faça o cadastro e, antes de qualquer coisa, abra a área de perfil e preencha seus dados — em especial o CPF. Esse dado é necessário para gerar os arquivos da declaração mais adiante (o arquivo de importação para o programa da Receita usa o seu CPF). Se quiser uma camada extra de segurança, ative a autenticação em dois fatores (2FA) nas configurações.
Passo 2 — Conecte sua primeira exchange
No assistente de boas-vindas:
- Avance da tela de boas-vindas para a etapa Conecte sua primeira exchange.
- Selecione a exchange na lista.
- Cole as suas chaves de API — sempre com permissão somente leitura.
- Confirme. A plataforma testa a conexão e começa a puxar trades, depósitos, saques e rendimentos automaticamente.
Não quer conectar agora? Há a opção de pular e conectar depois — você consegue voltar à área de exchanges a qualquer momento.
Se a sua corretora não tem API (ou já fechou), você pode importar via CSV: a plataforma aceita vários formatos de extrato. Carteiras on-chain e hardware wallets também entram, informando o endereço público.
Passo 3 — Confira o saldo
Assim que a importação terminar, faça a conferência mais importante de todas: compare o saldo final que aparece no IR do Investidor com o que você vê dentro da corretora.
- Se bater, ótimo — a base está limpa.
- Se não bater, normalmente é porque a API não devolveu todo o histórico (algumas corretoras limitam o período). Complemente com CSV e use a etapa de reconciliação para localizar o que faltou.
Passo 4 — Informe o saldo inicial (se você já operava antes)
Se você tem cripto comprado antes de começar a conectar as exchanges — ou de um período que a corretora não devolve mais — informe o Saldo Inicial / Custo Médio Base. São as posições e os custos médios que você já tinha quando o histórico começa. Esse passo é a fundação matemática do cálculo de imposto: sem ele, o custo de aquisição fica errado e o ganho de capital sai distorcido.
Pronto: o que você desbloqueia
Com o histórico carregado e o saldo conferido, você passa a ter acesso a:
- Portfólio com a posição atual atualizada;
- Apuração e DARF (imposto mensal de ganho de capital);
- Informe Anual com Bens e Direitos, Ganhos de Capital e Rendimentos prontos para a declaração;
- exportações em PDF, CSV e o arquivo .DEC para importar no programa do IRPF.
Sobre imposto: o que esperar
Vale o aviso honesto desde já: o motor da plataforma calcula o ganho de capital aplicando 15% sobre o lucro tributável (a faixa que vale para a esmagadora maioria das pessoas físicas). A isenção de R$35 mil/mês por volume de vendas só vale para operações nacionais; o que é do exterior segue a Lei 14.754/2023, com 15% anual e sem essa isenção. A plataforma separa os dois mundos automaticamente.
Resumo
Cinco minutos bem investidos: cadastre-se e preencha o CPF, conecte a primeira exchange (ou suba um CSV), confira o saldo, e informe o saldo inicial se você já operava antes. Feito isso, a apuração e os relatórios para a declaração ficam a poucos cliques.
Este conteúdo é educativo e não substitui a orientação de um contador. Cada caso depende de valores, jurisdição das corretoras e da sua situação patrimonial completa.